02 de Junho de 2011

A Sol Cativante, empresa formada por administradores da Martifer Solar, obteve mais três lotes fotovoltaicos de 2 MW na segunda fase de adjudicação da Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), a juntar aos 17 lotes que já tinha obtido no final de 2010. À semelhança da primeira fase, a empresa foi a que apresentou uma maior contrapartida por lote, desta feita em torno dos 1,15 milhões de euros.

O concurso atribui ainda dois lotes à Port Sun Energy e dois lotes ao consórcio formado pela Futursolutions,Scheuten Solar Ibérica e Empresa Solar Aplicada. Ao todo, a DGEG recebeu cerca de 7,36 milhões de euros em contrapartidas pela segunda adjudicação de licenciamento fotovoltaico. No conjunto das duas fases, o valor total de contrapartidas financeiras rondou os 93,9 milhões de euros, por 59 lotes atribuídos (118 MW).

No entanto, nem tudo são rosas para as contas do Estado, já que o processo de licenciamento tem sido afectado por falta de financiamento dos próprios promotores. «Os promotores não têm comparecido à marcação dos lotes, essencialmente por dificuldades de financiamento das entidades», admitiu o director-geral da DGEG, José Manuel Perdigoto, ao jornal Água&Ambiente, em Maio.

fonte:http://www.ambienteonline.pt/
publicado por adm às 22:34

01 de Junho de 2011

A Martifer Solar, subsidiária da Martifer SGPS, assinou um acordo com a Louroux Bio Energies, do grupo Inspira Infrastructure Ltd, para a construção de um projecto de energia solar fotovoltaica de 25 MW em Gujarat (Índia).

Este projecto será construído perto de Rajkot e deverá estar concluído até ao final do ano. «O nosso acordo com a Martifer Solar é um passo importante para a conclusão deste parque com sucesso. A sua experiência internacional, com mais de 130MW instalados em todo o mundo, torna-a no melhor parceiro para o nosso projecto solar. Esperamos fortalecer a nossa relação com a Martifer Solar em projectos futuros», refere Ravi Agrawal, administrador da Louroux, em comunicado.

«Este projecto é apenas o início das operações da Martifer Solar num dos mais promissores mercados solares fotovoltaicos. É um sinal de fortalecimento da excelente parceria estabelecida com a Louroux durante este ano e confirma as expectativas para cooperação futura entre as duas empresas», segundo Henrique Rodrigues, CEO da Martifer Solar.

fonte:http://www.ambienteonline.pt

publicado por adm às 22:54

29 de Maio de 2011

O lago do Visionarium, em Santa Maria da Feira, acolheu hoje a V Regata de Barcos Solares, em que 21 equipas de cinco escolas competiram entre si com embarcações movidas a energia fotovoltaica.

Paulo Barros, diretor de conteúdos científicos desse centro de ciência do Europarque, explicou à Lusa que a iniciativa envolve a colaboração do Instituto de Promoção da Bairrada e que o seu objetivo é que "alunos e professores se interessem pelas componentes das energias renováveis".

Pretende-se assim envolver os estudantes de vários graus de ensino na construção de um objeto que, "mantendo o ambiente de equipa e o espírito de competição", lhes permita "adquirir algumas competências ao nível do funcionamento dos painéis solares, do 'design' do próprio barco e da aerodinâmica, conjugando diferentes disciplinas".

Para Paulo Barros, a regata demonstra que "as novas gerações estão cada vez mais sensibilizadas para esta questão do racionamento de energia e da utilização de energias renováveis", pelo que iniciativas como esta funcionam também como uma oportunidade para os jovens assumirem "um papel de sensibilização junto dos pais".

Ezequiel Ferreira, da Escola Profissional CIOR, em Famalicão, integra o 11.º ano do curso de Energias Renováveis e reconhece que a conceção de um barco solar "é um bom exemplo de uma maneira de começar a mudança".

"Estamos numa altura em que cada vez os combustíveis fósseis são mais caros e mais prejudiciais para o meio ambiente", explica, "e temos que apostar na alternativa fiável que é o Sol, que nos ilumina todos os dias e tende a não acabar".

No que se refere especificamente à navegação, Ezequiel Ferreira conta que a aprendizagem em relação aos benefícios da energia solar envolveu uma grande variedade de procedimentos. "A única coisa que já vem feita são as hélices e o motor", garante. "De resto, todo o conjunto de turbina é fabricado pelo alunos e concebemos desde a soldadura das peças até à fixação do motor, painéis, rolamentos, etc.".

A madeira mais adequada para o efeito é de balsa, "que é muito leve e resistente", e os painéis fotovoltaicos são de última geração, pelo que "têm mais rendimento em dias de maior radiação social, embora sejam menos vantajosos em caso de nebulosidade".

Manuel Vieira é professor na CIOR e defende que outro aspeto que agrada particularmente aos cerca de 25 alunos da escola envolvidos na construção de barcos solares é a competição. "Eles gostam de ter uma equipa que ganhe e, à custa disso, esforçam-se por se aperfeiçoar e querem fazer as coisas direitinhas", explica.

"Os alunos têm tendência a querer ver as coisas prontas e a funcionar logo no primeiro momento", admite Vieira. "É por isso que já fomos chamados a outras escolas para lhes mostrar alguns barcos e os miúdos perceberem a velocidade que esses podem atingir".

Como exemplo, o professor faz as contas: "Um catamarã real navega a 30 nós [55,5 quilómetros] por hora; os nossos, que são pequenos e andam a energia solar, atingem, proporcionalmente, os 20 nós".

fonte:http://sicnoticias.sapo.pt/

publicado por adm às 17:05

25 de Maio de 2011

Há quatro anos, Lynn Jurich deixou uma carreira no mercado financeiro para fundar a Sun Run, que vende energia solar para residências. Desde então, a empresa quadruplica a cada ano

Nos últimos anos, a energia solar surgiu como uma espécie de panaceia ambiental. Os raios solares são uma fonte praticamente inesgotável, com pequenos impactos ambientais. Seria o melhor dos mundos se já existisse uma forma barata de captar esse tipo de energia.

 

Não é o caso. A energia solar é cara — tanto que poucos entre os consumidores mais ricos do mundo, os americanos, estão dispostos a investir até 60 000 dólares para instalar os painéis que transformam os raios solares na energia que faz suas casas e empresas funcionar.

“O investimento inicial ainda afasta boa parte da população da energia solar”, diz a americana Lynn Jurich, de 31 anos. “Pouca gente quer pôr a mão no bolso para diminuir a conta de luz no longo prazo.”

Lynn vem tentando reduzir a distância entre as boas intenções com o meio ambiente e a disposição de pagar a conta. Há quatro anos, ela deixou um emprego no mercado financeiro para fundar a Sun Run, empresa da Califórnia que vende energia solar para residências.

Lynn criou um modelo de negócios que reduz muito o valor necessário para gerar eletricidade a partir do sol. A empresa instala painéis solares em casas e condomínios de graça ou por um preço simbólico — em torno de 1 000 dólares por residência.

Em troca, os clientes comprometem-se a comprar a energia gerada em seus telhados por 20 anos. Na prática, a Sun Run financia os painéis para os clientes, que pagam na tarifa.

O interesse pelo mercado de energia renovável surgiu quando Lynn cursava faculdade de economia, no final dos anos 90. Foi quando ela e o colega Edward Fenster, hoje seu sócio, conceberam um modelo parecido com o que puseram em prática na Sun Run. “Muita gente dizia que nossos planos não dariam certo porque o investimento necessário era muito alto”, afirma Lynn.

Hoje, a Sun Run tem painéis instalados em pouco mais de 10 000 casas nos Estados Unidos. Esses clientes proporcionaram receitas estimadas em 4 milhões de dólares em 2010 — mas a empresa vem quadruplicando de tamanho a cada ano desde sua fundação.

Apesar do crescimento, a Sun Run ainda não consegue sustentar sua expansão só com os resultados da venda de energia. Porém, os contratos de longo prazo com os consumidores e o potencial de crescimento da empresa têm atraído investidores.

Fundos como o Sequoia Partners, um dos maiores dos Estados Unidos, já aplicaram mais de meio bilhão de dólares no negócio. “Acredito que a Sun Run possa ser uma das mais importantes geradoras de eletricidade americanas daqui a 20 anos”, afirma Lynn.

O cenário é favorável. Em janeiro, o presidente americano, Barack Obama, anunciou um programa de financiamento a empresas que desenvolvam tecnologias para produzir energia limpa.

Nos próximos anos, 80 bilhões de dólares serão destinados a esse tipo de negócio no país. A Sun Run parece estar numa posição privilegiada para aproveitar a onda de crescimento.

“A grande barreira para expandir o uso da energia solar é o preço dos equipamentos”, diz Cristopher Vlavianos, fundador da Comerc, empresa brasileira que atua no mercado livre de energia e que acompanha as tendências do setor elétrico. “A solução encontrada pela Sun Run torna essa tecnologia muito mais acessível.”

fonte:http://exame.abril.com.br/r

publicado por adm às 22:35

22 de Maio de 2011

Compre equipamentos certificados, instalados por profissionais certificados, para assegurar uma garantia de 6 anos e a possibilidade de incluir os painéis no cálculo da classe energética da sua casa.

 

 

Consulte vários estabelecimentos e analise as condições propostas. Verifique ainda se pode instalar o sistema em casa. Para uma família de 4 elementos, precisa de um telhado ou terraço com cerca de 5 m² e orientado entre sudeste e sudoeste.

Se já tiver instalada uma caldeira ou termoacumulador elétrico, escolha uma solução compatível, ou seja, que possa ser ligada diretamente ao painel solar. Este deve ser instalado com inclinação idêntica à latitude da localidade onde vive. Em Lisboa, 39º, no Porto, 41º, e, em Faro, 37º.

As tubagens de ligação de água quente devem ser isoladas. Num prédio, é mais difícil ligar os painéis aos apartamentos, o que, na maioria dos casos, pode inviabilizar a instalação. Além disso, precisa da autorização do condomínio.

Os sistemas de pré-aquecimento solar com apoio de esquentador a gás natural são mais eficientes e emitem menos CO² do que os kits com apoio elétrico. Nos kits com tanques horizontais, o apoio elétrico deve incluir um programador para impedir que a resistência esteja sempre ligada. Se comprou um termossifão, verifique se a resistência elétrica está munida de programador horário, para limitar o período de funcionamento e aproveitar bem o seu potencial.

fonte:http://www.deco.proteste.pt/energia/paineis-solares-termicos-comprar-e-manter-s645341/rss/1.htm

publicado por adm às 18:52

18 de Maio de 2011

Um engenheiro da Universidade do Missouri, nos Estados Unidos, desenvolveu um novo tipo de painel solar flexível que é capaz de captar até 90% da luz do sol disponível, contra os 20% dos painéis atuais. O segredo de sua criação é a possibilidade de capturar a energia em uma faixa de frequência muito maior.

O engenheiro Patrick Pinhero explica que os métodos tradicionais fotovoltaicos apenas abrangem uma pequena faixa do espectro solar (faixa de frequências da radiação eletromagnética proveniente do Sol), o que limita sua eficiência, conta o site TG Daily. O aparelho é formado por um conjunto de antenas organizadas em uma fina folha e capazes de capturar uma fração muito maior da energia solar.

O dispositivo do engenheiro é também capaz de transformar o calor industrial em energia, explica o site Fast Company. Este “calor industrial” é a radiação no infravermelho que representa, grosso modo, o calor. Ou seja, o dispositivo desenvolvido por Pinhero é capaz de transformar o calor proveniente de processos industriais em energia.

Pinhero espera que protótipos estejam prontos dentro dos próximos cinco anos e acredita que seu custo será relativamente baixo, possibilitando a adoção em massa dos novos painéis.

MIT também trabalha para aumentar a eficiência de painéis solares, porém com uma abordagem um tanto diferente. Pesquisadores do instituto utilizam vírus e nanotubos de carbono para aumentar a eficiência na captura de elétrons (goo.gl/iGpk2).

fonte:http://dpavani.geek.com.br/

publicado por adm às 21:53

17 de Maio de 2011

A especialista em energia solar fotovoltaica IBC Solarreforçou a sua presença em Portugal, um mercado considerado “estratégico” pelo seu enorme potencial na área das renováveis e pelas óbvias ligações culturais a Angola, Brasil ou Moçambique.

“Já temos efectuado projectos em Angola e queremos abrir o mercado brasileiro, apesar de ele estar muito protegido. Em Angola estamos com algumas construtoras portuguesas e na próxima semana teremos mais novidades”, explicou ao country manager da IBC Solar para Portugal, Juan Manuel Presa, à margem da apresentação de hoje de manhã, que decorreu no hotel Sana, em Lisboa.

Presa referiu ainda os mercados cabo-verdiano – “tem um fantástico potencial, há lá muito sol” – e o moçambicano como outros dos objectivos da empresa. Aliás, a IBC Solar já tem “vários pequenos projectos” desenvolvidos nestes locais.

“Queremos, a partir de Portugal, chegar ao Brasil, fazer o triângulo Portugal, Angola, Brasil”, revelou ao Green Savers o responsável. Sobre Portugal, Juan Manuel Presa disse que era um mercado “interessante e muito estável”, com uma regulação “mais realista que a de outros países”.

Em 2011, a IBC Solar prevê facturar entre seis e sete milhões de euros em Portugal, mais 20% que no ano anterior.

A empresa alemã, fundada em 1982 por Udo Mohrest – que ainda exerce as funções de CEO – está a apostar, entre outros motivos, nas 2200 a 3000 horas de luz solar por ano, mais 900 a 1100 que a Alemanha, país onde a empresa foi fundada e que é, actualmente, o maior produtor desta energia na Europa.

O primeiro projecto da IBC Solar em Portugal desenvolveu-se em 2005, antes mesmo da entrada da empresa no mercado espanhol (2006). O projecto instalou 24,75 kW na Escola Alemã, em Lisboa.

Em Portugal, a IBC Solar estará a partir de agora representada através de Ricardo Novaes, delegado comercial do grupo para este mercado. Será Portugal que fará a ligação a Brasil e Angola, por exemplo.

Com um volume de facturação preliminar de 972 milhões de euros em 2010, a multinacional já está presente na Alemanha, Espanha, Itália, França, Grécia, Malásia, Holanda, Reino Unido, Turquia, China, Áustria e República Checa, estendendo agora a sua presença directa a Portugal.

Na calha estão já os mercados australiano, canadiano ou norte-americano. Em 2010, a IBC Solar bateu o recorde de um Gigawatt (GW) em vendas como integrador de sistemas, contando já com 100 mil instalações, a maioria das quais de pequena potência. Uma potência instalada de um GW corresponde a uma redução anual de cerca de 500 mil toneladas de CO2.

Totalmente dedicada à energia solar fotovoltaica, a IBC Solar tem como core business a distribuição de sistemas e componentes fotovoltaicos, operando também ao nível da concepção de projectos e serviços de engenharia.

fonte:http://www.greensavers.pt/2

publicado por adm às 22:25

15 de Maio de 2011

Muito penalizadas pela crise económica, as ações do setor da energia solar tardam em recuperar e podem apresentar níveis de valorização atrativos. A catástrofe nuclear nipónica reavivou o interesse pelas energias alternativas e poderá constituir um ponto de viragem para o setor.

Um setor que suscita dúvidas

Apesar das vantagens da energia fotovoltaica, isto é, produzida a partir dos raios solares, as perspetivas de desenvolvimento deste setor levantam algumas dúvidas. Os custos de produção diminuíram bastante nos últimos anos, mas a energia fotovoltaicacontinua a ser mais cara a produzir do que os concorrentes convencionais (carvão, gás, petróleo e nuclear).

Embora tenham sido atribuídos subsídios ao setor nos últimos anos, a crise económica reduziu os orçamentos. Assim, a Alemanha, que representa mais de 50% do mercado mundial, decidiu cortar o preço de compra da eletricidade fotovoltaica em 16% em 2010, seguido de 13% em janeiro último. Porém, ainda que este facto penalize o setor, a energia fotovoltaica apresenta boas perspetivas.

 

Potencial elevado

Embora o mercado não deva crescer tão rapidamente como nos últimos anos, o crescimento da energia fotovoltaica poderá atingir 25% em média por ano nos próximos 10 anos.

Primeiro, a eletricidade fotovoltaica apresenta várias vantagens face aos outros modos de produção de eletricidade: os painéis solares podem ser integrados na arquitetura de uma construção, causam pouco incómodo e usufruem de uma fonte de energia gratuita e abundante, o sol.

Segundo, o abrandamento na Alemanha será compensado, a nosso ver, pelo crescimento do setor noutros países europeus e no resto do mundo (China, Índia, Estados Unidos, Canadá, Austrália, entre outros).

Por último, a subida do preço da energia, face aos níveis máximos atingidos pelo petróleo e à subida do preço da eletricidade por causa do impacto da catástrofe nuclear, torna as energias alternativas como a solar economicamente mais viáveis.

 

Rentabilidade sob pressão

O mercado da energia fotovoltaica registou uma ascensão fulgurante nos últimos dez anos e tem pela frente um futuro promissor, mas as cotações bolsistas das empresas do setor mostram um percurso diferente.

Após a euforia do período 2003-2007, as cotações bolsistas dos intervenientes históricos perderam fulgor, devido a vários fatores. Desde logo, as boas perspetivas de crescimento do setor (em volume) atraíram novos intervenientes, nomeadamente asiáticos, que criaram capacidades excedentárias e conduziram à queda dos preços.

Depois, um grande número de empresas assegurou as provisões de matérias-primas (silício e plaquetas de silício)através de contratos de longo prazo. Como consequência, os custos de aprovisionamento continuaram elevados, enquanto os preços de produção caíram. Assim, diversas empresas assistiram a uma queda dos lucros ao ponto de algumas registarem prejuízos em 2008 e 2009.

Finalmente, o corte dos subsídios, sobretudo na Europa, penalizou a rentabilidade do setor.

 

 

 

2010: ponto de viragem?

Em 2010, foi registado um crescimento dos lucros por grande parte dos intervenientes do setor, devido à retoma económica, subida do preço do petróleo e a restruturações implementadas para reduzir custos. Os clientes, principalmente alemães e italianos, anteciparam as reduções previstas dos preços de compra de eletricidade aplicáveis a partir de 1 de janeiro de 2011 através de encomendas ao longo de 2010. Como resultado, o forte crescimento dos volumes (+100% a nível mundial) compensou largamente o novo recuo dos preços (-14%).

 

Investir de forma seletiva

Não há dúvidas que o recuo previsto do preço dos módulos solares continuará a penalizar a rentabilidade das empresas do setor. Mas consideramos que o mercado sobrestima este risco para determinados atores.

Os futuros líderes do setor terão de reunir várias qualidades. Para continuarem competitivas, as empresas têm de ser capazes de encaixar novas reduções de preço, ou seja, aumentar a produtividade ao mesmo tempo que diminuem os cu-tos, uma vantagem que nos parece estar mais ao alcance dos intervenientes asiáticos.

A cotação dosintervenientes históricos do setor, na sua maioria ocidentais, não parece ter em conta a sua falta de competitividade ao nível dos preços e, de uma forma geral, não recomendamos a compra.

fonte:http://www.deco.proteste.pt/poupanca/energia-solar-oportunidade-a-vista-s4894724.htm

 

publicado por adm às 19:04

02 de Março de 2011

Revista de negócios assume que a indústria impulsiona o deserto do Atacama como polo de desenvolvimento para este recurso limpo. 

Localizado no norte do território chileno, o deserto do Atacama pode ser “o melhor lugar do mundo” para produzir energia solar, garantiu na sua última edição a revista norte-americana especializada em negócios BusinessWeek.

Sob o título “O filão solar das minas chilenas”, esta publicação semanal que é editada em Nova York explicou por que tantas companhias do setor estão escolhendo este tipo de recurso limpo e renovável para as suas operações.

“Estão previstas mais de uma dúzia de instalações solares para o páramo andino, onde se podem gerar 9,28 kWh/d (kilowatts por hora ao dia) por metro quadrado, odobro de Las Vegas”, exemplificou a publicação.

Por esta mesma razão, as firmas geradoras projetam que poderiam satisfazer a demanda de centenas de indústrias de mineração de todos os tamanhos a preços competitivos com respeito a seus rivais que utilizam os combustíveis fósseis como matéria-prima.

Desde a californiana Skyline Solar, que está em conversações com várias empresas para fornecer equipamentos fotovoltaicos, seu chefe de marketing, Tim Keating, enfatizou que o Atacama tem “bons recursos solares e uma grande demanda insatisfeita”.

Para a BusinessWeek, os desenvolvedores veem um grande mercado no deserto devido às necessidades de até 400 MW da indústria de mineração que consomem até 80% da eletricidade usada no norte do Chile, e a sua demanda cresce 5% anualmente.

Entre os projetos mais importantes, a revista mencionou os de Atacama Solar, umagranja solar avaliada em US$ 773 milhões capaz de produzir 250 MW a partir de 2018; Element Power, de 30 MW, e Solarpack Corp. Tecnologica, de 1 MW para a estatal chilena Codelco, a maior empresa cuprífera do planeta.

Citando Bloomberg New Energy Finance, a revista acrescentou que esta última instalação poderia se converter na única do mundo em oferecer energia solar a preços competitivos prescindindo de subsídios estatais.

No ano passado, o deserto do Atacama esteve nas primeiras páginas de todas as grandes publicações quando 33 operários estiveram 70 dias presos na jazida San José. Também faz 3 anos que é o cenário do rally Dakar e, graças à nitidez do seu céu, um lugar para a instalação dos observatórios astronômicos mais modernos que se têm notícia.

fonte:http://www.thisischile.cl/

 

publicado por adm às 23:47

24 de Fevereiro de 2011

É no norte do Egito, numa região semidesértica, num ambiente árido e inóspito, poucos quilómetros a norte do Cairo, que encontramos 60 hectares de laranjais e uma plantação de feijões e ervilhas, entre outros.

Mas o problema é a falta de água. “Cada planta precisa de uma certa quantidade de água, dependendo da estação do ano. Por exemplo, as ervilhas precisam de imensa água. Tenho de regá-las durante, pelo menos, cinco horas por dia. As laranjeiras e as videiras precisam de menos água – sobretudo no inverno. Seja como for, nunca consumo menos de 4000 metros cúbicos de água por dia”, lamenta Tantawi Mostafa, um agricultor local.

Até aqui, Tantawi tem usado motores a gasóleo para bombar a água do solo, a cerca de 40 metros de profundidade. Agora, os cientistas locais tentam convencê-lo de que há outras soluções – mais vantajosas, em vários aspetos.

“Os motores a gasóleo usam-se muito, no Egito, para bombar a água. Mas queremos mudar a situação”, explica Fuad Ahmed Abulfotuh. Este engenheiro do ministério egípcio dos Recursos Hídricos e da Irrigação continua: “Conhecemos bem os problemas inerentes aos motores a diesel. São muito barulhentos e muito poluentes. Emitem muitos gases tóxicos para a atmosfera. São dispendiosos, no uso e na manutenção. É preciso comprar o gasóleo, fazer inspeções técnicas, mudar o óleo do motor, substituir peças… Tudo isto representa um enorme custo final para os agricultores.”

Os cientistas buscam agora soluções para bombar a água do subsolo de uma maneira mais barata e mais ecológica. E o sol pode ser a solução.

Gabriel Sala, o coordenador do projeto NACIR, leva-nos a “uma estação fotovoltaica onde estão a testar o uso das energias renováveis para bombar a água, para a agricultura como para a distribuição.”

A estação fica longe de tudo, no meio do deserto. À primeira vista, vemos simples painéis fotovoltaicos. Mas, na prática, são de uma nova geração, desenvolvida na Alemanha graças a um projeto de investigação da União Europeia. “O nosso sistema – a energia solar de concentração – consiste em painéis de lentes, nos quais 200 lentes pequenas focalizam os raios solares sobre pequenas células solares. Células verdadeiramente minúsculas. A parte frontal serve apenas para focalizar a luz”, explica-nos Andreas Gombert, o engenheiro em ótica da Concentrix Solar/Solitec, a empresa alemã que desenvolve este sistema. E continua: “Na parte de trás, temos uns quadradinhos. Trata-se dos redutores de calor. São dispositivos que absorvem o calor. As células fotovoltaicas estão no interior destes quadradinhos e têm apenas dois milímetros de diâmetro.”

Os painéis acompanham o movimento solar, ao longo do dia, e são mais eficientes do que os painéis fotovoltaicos normais, como explica Gombert: “Os painéis normais têm células em toda a superfície. Nos solares de concentração, a luz do sol é concentrada em células muito pequenas – mas duas vezes mais eficazes do que as células fotovoltaicas clássicas”.

Em condições ideais, cada painel pode produzir cerca de 50 Kilowatts/hora. Uma produção e uma eficácia que variam, em função das condições meteorológicas, como nos explica Maria Martínez, uma engenheira espanhola, que participa no projeto: “Quanto maior for a radiação, quanto mais limpo estiver o céu, mais energia o sistema pode fornecer. A temperatura é um parâmetro que afeta de forma inversa: quanto maior a temperatura, pior a potência. Mas é um fator que influi pouco. O vento, realmente, num nível baixo é favorável, porque dissipa o calor, na parte de trás, e consegue refrigerar o sistema. Por isso, também ajuda a aumentar a potência que o sistema pode dar. Em valores mais altos pode ser problemático: pode perturbar o movimento e até obrigar o sistema a ficar em posição de segurança. Qualquer sujidade na parte frontal impede a captação correta da luz, o que diminui bastante a potência do sistema.”

É no interior deste pequeno edifício que a energia produzida é transformada e armazenada. Um sistema complexo, desenvolvido por engenheiros alemães do Fraunhofer Institute for Solar Energy Systems, como Alexander Schies: “Recebemos a corrente dos painéis. Ela chega aqui. E depois é injetada na rede de corrente alterna. Há três inversores que permitem estabelecer a corrente. E, caso não haja sol durante vários dias, podem fornecer energia aos painéis para que estes se movam. Na caixa ao lado, temos o controlo da corrente contínua, onde se efetuam as medidas, e onde a energia é transferida para a bateria. O reservatório das baterias é pequeno, mas suficiente para alimentar os captores durante dois dias, para que possam seguir o sol, se o tempo estiver nublado.”

A eletricidade assim produzida é usada para bombar a água, que se situa a cerca de 40 metros de profundidade, dessalinizá-la e irrigar os campos experimentais de trigo.

Para já, é experimental.

Mas um dia, espera Fuad Ahmed Abulfotuh, o engenheiro do ministério, será para todos: “Vamos convidar os agricultores e as pessoas da região a virem ver estes campos experimentais. Estes trigais vão ensinar-lhes mais do que mil discursos e conferências sobre as energias renováveis. As pessoas vão poder julgar por si próprias e aprender a tirar proveito da energia solar concentrada. Vamos ajudá-las a perceberem as vantagens. Quando tivermos todos os dados, vamos transformá-los em números. Assim, as pessoas vão saber quanto dinheiro precisam investir e qual o lucro que vão ter. Vão perceber, facilmente, que esta tecnologia pode ser muito útil no dia-a-dia.”

Os agricultores não serão os únicos beneficiados. Os cientistas defendem que este tipo de estações energéticas pode ser desenvolvido noutros locais, igualmente áridos e inóspitos, com grandes vantagens para todos. “Os sistemas de concentração só precisam de umas células especiais que se fabricam, em princípio, fora do Egito Mas o resto, são elementos muito convencionais. Usamos vidros, espelhos, metais, ferro… As estruturas e isso podem ser feitas localmente. Portanto, não são apenas os agricultores que vão beneficiar do sistema, é toda a sociedade, porque se resolve um problema de energia de forma local”, congratula-se o coordenador do projeto.

Os cientistas acreditam – e esperam – que este sistema em breve se torne uma realidade, não apenas no Egito, mas também noutros países em desenvolvimento, com pouca capacidade de produção energética… mas com muito sol para aproveitar.

 

fonte:http://pt.euronews.net/

publicado por adm às 22:51

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