27 de Maio de 2012
Foto: Lusa/Estela Silva

Os donos chamam-lhe “gastronomia solar” e estão a dar os primeiros passos num conceito que querem levar a todo o país, o de cozinhar conforme as nuvens deixam ou não, em locais emblemáticos e sem gastar eletricidade.

Quem, a partir do viaduto junto ao Edifício Transparente, olhar por estes dias para Parque da Cidade e vir seis grandes parabólicas prateadas e gente vestida de branco agitando-se à sua volta pode pensar que se trata de uma qualquer experiência científica com energia solar.

Mas com um olhar mais atento verá que também há quatro grandes mesas e cadeiras com uma ar de esplanada e gente a comer com aspeto satisfeito em nada consentâneo com experiências laboratoriais. E se ousar ler a lousa preta que está sobre a mesa verá que “crocante de alheira com compota de laranja”, “lombinhos de porco com linguini de legumes” ou “leite-creme”, soam a coisas pouco científicas mas antes bem comestíveis.

Esta era a ementa que o chefe Zé Pedro Moreno tinha idealizado para um dia soalheiro e que tinha confecionado inteiramente nos seis fogões solares que ele e o sócio Jonas Leitão, encarregue da gestão, compram depois de ter descoberto os restaurantes solares na internet.

“Comprámos um em janeiro e começamos a cozinhar para os amigos, com bons resultados”, lembra Jonas Leitão. Daí partiram para a atual experiência para demonstrar, segundo Zé Pedro Moreno, “que é possível fazer um tipo de restauração mais verde e mais ecologicamente responsável”.

Para isso a leitura da previsão do tempo passou a ser uma obsessão dos dois. A existência ou não de raios solares “é uma das limitações do projeto, mas a própria equipa da cozinha tenta adaptar-se a isso fazendo receitas como saladas se não pudermos usar os fogões”. Servem almoços a 9 ou a 11 euros e durante a tarde confecionam petiscos.

O chefe Zé Pedro Moreno, que aprendeu os truques do ofício no Sessenta Setenta e no Foz Velha, já tem uma rotina para preparar as suas ementas sempre diferentes: “Todos os dias vou ao mercado comprar tudo fresco e planeio o menu, de acordo com aquilo que o sol me vai deixar fazer”.

E não se tem dado mal com a passagem para o sistema solar que tanto pode ser encarado como fogão ou como um forno. “Depende do material que estamos a usar, mas há pouco tempo fiz uma experiência num sauté com azeite e em 15 minutos, com o céu limpo, atingiu os 215, 220 graus mas se eu deixasse mais tempo consegue atingir temperaturas como os 280 300 graus”, explica ele.

Outra característica própria, e trabalhosa, do Sol em Sol é que todos os dias é montado e desmontado e depois armazenado. Mas também isto vai ser transformado numa potencialidade, já a ideia é ter o restaurante todos os meses num sítio diferente, segundo Jonas Leitão, “sempre um sítio emblemático pela paisagem ou pela história” da cidade do Porto e em agosto vão mesmo fazer uma digressão nacional a mostrar as virtualidades de cozinhar quando não há nuvens.

fonte:http://noticias.sapo.pt/

publicado por adm às 10:31

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