23 de Maio de 2012

A central solar de Ferreira do Alentejo, uma obra da Generg que custou 50 milhões de euros e está em pleno funcionamento desde o final de 2009, conseguiu obter uma certificação da alemã TÜV Rheinland que atesta a qualidade da obra, dos equipamentos e da operação. 

Segundo o relatório e contas da empresa, este é o primeiro parque solar fotovoltaico do país e o quarto em todo mundo a obter a certificação. Esta surge de uma norma própria, criada o ano passado com elevados critérios de exigência.

Em análise, explicou o administrador da empresa, Hélder Serranho em entrevista ao Dinheiro Vivo, estiveram a disposição dos painéis, como ele funciona ou como a natureza o afecta, por exemplo, como é tratada a vegetação, como são eliminadas as sombras ou ainda como é que se limpam os pós dos painéis solares, equipamentos extremamente sensíveis e caros.

De acordo com o mesmo responsável, foi o detalhe e a especificidade que levaram a que o processo demorasse tanto tempo, cerca de seis meses, e que tivesse "um custo significativo", mas explica que tudo isso deixa de ter relevo porque se está "a efetivar que o projecto está bem feito".

O processo identifica ainda "detalhes que são passíveis de correcção", o que é ideal quando um projeto está ainda em fase de construção e à procura de financiamento. Aliás, segundo Hélder Serranho, "esta certificação permite garantir junto da banca que os projetos são bancáveis e rentáveis porque estão bem construídos".

E acrescenta: "Traz-nos uma mais valia muito significativa junto da banca internacional e de outros mercados", principalmente num altura em que esta empresa da área das renováveis está prestes a anunciar a sua entrada em novos mercados internacionais.

Com uma capacidade instalada de 12 MW e constituído por 64 mil painéis solares, o parque de Ferreira do Alentejo produz 21 GWh, o suficiente para abastecer nove mil habitantes, ou seja, "mais do que o conselho precisa". O parque abastece, assim, toda a rede elétrica nacional, apesar de não produzir durante a noite.

"Pode haver alguma tecnologia que permita que se produza energia à noite, mas ainda não está comprovada", explicou Hélder Serranho, lembrando ainda que os 50 milhões de euros que a empresa investiu no parque "hoje não faz sentido".

"Hoje custaria metade disso porque a evolução da tecnologia foi mais rápida do que se pensava", acrescenta, ressalvando no entanto que o que aconteceu no solar aconteceu com todo o tipo de renováveis. A Generg celebra 20 anos este ano e constrói e gere parques eólicos, centrais solares e mini-hídricas.   

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

publicado por adm às 00:17

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