06 de Dezembro de 2011

Os cinco BRIC (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) vão incentivar o desenvolvimento da energia eólica e solar, “ponto fundamental e inevitável devido ao esgotamento das energias fósseis e aos problemas ambientais”, declarou Bu Xiaolin, vice-presidente da província chinesa da Mongólia Interior, rica em carvão. 
Bu destacou a importância da colaboração entre os cinco países diante dos delegados dos BRIC, reunidos no Fórum de Cooperação e Amizade dos Governos Locais na ilha meridional chinesa de Hainan. Um dos integrantes da comitiva brasileira, o deputado estadual Jailson Lima da Silva (PT-SC) declarou que existe uma tendência no Brasil de substituir na vida quotidiana a energia fóssil pela limpa. 
O Brasil tenta aumentar a capacidade de energia eólica, com o objectivo de as energias alternativas representem 65 por cento do consumo energético nacional. O deputado revelou que o Brasil quer trabalhar com a China em energias renováveis, principalmente solar e biomassa, já que o Brasil conta com grande potencial em energia solar e a China é líder no fabrico de equipamentos. 
Para Mlibo Qoboshiyane, representante do Conselho Executivo da Cidade do Cabo, a África do Sul investe cada vez mais em energia eólica e solar e recentemente lançou um plano de 12 mil milhões para o desenvolvimento de energias renováveis. O delegado sul-africano mostrou-se favorável à troca de informação e tecnologia do sector entre os países BRIC, a fim de que o consumo de energias renováveis seja sustentável. Na reunião de Hainan foi acordado promover o diálogo e a cooperação entre os cinco países, incluindo na construção de infra-estruturas, economia verde e transferência de tecnologia. 
“Desejamos cooperar com os BRIC na inovação sobre novas energias, promoção e desenvolvimento do mercado”, disse o representante chinês. De acordo com o vice-presidente da região da Mongólia Interior, existe na sua província um grande potencial para desenvolver energias limpas com 380 milhões de quilowatts de recursos eólicos exploráveis, mais de metade da capacidade total chinesa no continente. 
A região tem como meta uma capacidade instalada de 33 milhões de quilowatts para energia eólica e um milhão para a solar até ao final de 2015, concluiu. O governo chinês tenciona alcançar a capacidade nacional eólica instalada de 150 milhões de quilowatts na próxima meia década. 
Num fórum realizado na cidade de Nanning, Wang Yuqing, subdirector do Comité de População, Recursos e Meios da Comissão Consultiva Política do Povo da China (CCPPC), principal órgão assessor, afirmou que a China é o primeiro investidor em fontes de energia renováveis, com 47,3 mil milhões de dólares em 2010. De acordo com Wang, mais de 473,1 mil milhões de dólares serão dirigidos de 2011 a 2015 às indústrias relacionadas com a protecção ambiental.

fonte:http://jornaldeangola.sapo.ao/

publicado por adm às 23:37

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