13 de Junho de 2010

Cientistas da agência espacial japonesa, Jaxa, lançaram uma nave espacial impulsionada por uma "vela solar", a sonda espacial Ikaros.

 

 

A sonda, em formato de disco, é ligada a uma membrana de 200 metros quadrados de área dotada de células solares finíssimas capazes de gerar energia.

 

A Ikaros vai demonstrar o princípio do uso da luz solar como um método simples e eficiente de propulsão.

 

Esta técnica tem sido apontada como uma forma eficiente de mover espaçonaves pelo sistema solar sem o uso de combustíveis químicos.

 

A Ikaros foi colocada em órbita em maio por um foguete do tipo H-IIA.

 

A agência espacial japonesa informou que seus cientistas e engenheiros começaram as operações da vela solar no dia 3 de junho.

 

No dia 10 de junho, de acordo com a Jaxa, os cientistas receberam a confirmação de que a vela tinha sido estendida.

 

Aplicações espaciais

 

O princípio usado na vela solar japonesa é simples. Fótons, ou partículas de luz, caem em uma superfície altamente reflexiva, ultra-fina (neste caso, apenas 7,5 microns), e exercem pressão.

 

A força é minúscula, porém contínua. No decorrer do tempo, deve produzir uma velocidade considerável.

 

As velas solares dificilmente substituirão sistemas convencionais de propulsão, como combustíveis químicos, mas têm o potencial de cumprir um papel muito mais importante em certos tipos de missão espacial.

 

Alguns satélites em órbita geoestacionária acima da Terra usam flaps no fim de seus painéis solares para capturar pressão da luz solar e manter a altitude correta, por exemplo.

 

Este tipo de operação leva a uma economia considerável de combustível e os cientistas afirmam que esta estratégia poderá aumentar a longevidade de algumas missões espaciais em muitos meses.

 

Desafio

 

No entanto, enviar uma grande membrana para o espaço é uma tarefa desafiadora.

 

A espaçonave circular Ikaros foi lançada com a vela enrolada à sua volta. O plano era desabotoar os quatro cantos da membrana e permitir que elas se abrissem enquanto o módulo central girava. Uma câmera colocada no centro da Ikaros confirmou que a vela realmente se estendeu.

 

Os cientistas japoneses agora esperam poder controlar esta enorme membrana. Se a vela desenvolver algum tipo de instabilidade, a membrana poderá se dobrar, arruinando a experiência.

 

A Ikaros foi lançada junto com outra sonda espacial japonesa, a Akatsuki, que vai estudar a atmosfera de Vênus a partir de dezembro, quando chegar ao planeta. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

fonte:www.estadao.com.br

publicado por adm às 17:50

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