13 de Novembro de 2011

Fabricantes americanos acusam indústria de energia verde chinesa de "despejar" painéis solares nos EUA, com a ajuda de subsídios

Os Estados Unidos e a China estão se preparando para travar uma guerra comercial que poderia pegar os usuários de energia solar americanos no fogo cruzado.

 

O Departamento de Comércio dos Estados Unidos abriu na quarta-feira uma investigação solicitada por fabricantes americanos que acusam a indústria de energia verde chinesa de "despejar" painéis solares nos Estados Unidos, com a ajuda de subsídios do governo, a preços mais baixos do que o seu custo de fabricação e distribuição.

Antecipando essa medida, em um comunicado divulgado esta semana um grupo comercial da indústria solar chinesa, controlado pelo governo da China, acusou a Casa Branca de transformar uma reclamação comercial em "uma farsa política, que muito provavelmente não passa de um show de propaganda iniciado pelo governo Obama por causa da eleição".


Enquanto isso, um novo grupo comercial americano foi formado esta semana para representar compradores e instaladores de sistemas de energia solar. Ele argumenta que quaisquer novas restrições do Departamento de Comércio aos painéis solares chineses apenas desaceleraria a adoção da tecnologia de energia limpa nos Estados Unidos e poderia custar milhares de empregos para os americanos. Alguns ambientalistas se opõem a políticas que possam desacelerar a adoção da energia solar.

A energia solar é uma questão política delicada em Washington, em parte devido à falência neste verão da Solyndra, uma fabricante de painéis solares, depois de ter recebido mais de US $ 500 milhões em garantias de empréstimos federais.


Sete fabricantes americanos entraram com uma petição legal no dia 19 de outubro visando a investigação do Departamento de Comércio e pedindo que impostos em mais de 100% do valor do produto sejam impostos aos painéis solares da China.

Quarta-feira foi o prazo final para o departamento começar uma investigação formal, descobrir que as denúncias foram infundadas ou que poucas empresas de fabricação de painéis nos Estados Unidos a apoiam.

Qualquer ação que o governo dos Estados Unidos possa tomar, pode acontecer tarde demais para salvar a indústria de painéis solares do país. A China já responde por três quintos da produção mundial de painéis solares.

O Departamento de Comércio é obrigado por lei a emitir uma decisão preliminar, possivelmente em meados de janeiro, mas no mais tardar até o final de março.

Muitos especialistas em comércio esperam que a decisão inclua impostos maiores sobre as importações, e que essas tarifas sejam retroativas a 90 dias antes da decisão.

fonte:http://economia.ig.com.br/

publicado por adm às 21:34

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